sábado, 15 de dezembro de 2012

Papai noel e eu

Sem dúvidas o natal é a época mais bonita do ano: as luzes, o vermelho, o dourado, os enfeites... Mas ao mesmo tempo é a época mais hipócrita do ano, as pessoas ficam naquilo de serem solidárias, legais, boazinhas, distribuir presentes e comidas, fazer o bem sem olhar a quem... porque só agora no fim de ano, no natal? Porque não sermos solidários e bondosos no carnaval? Distribuir confete serpentina e cerveja para todos? Porque também não sermos solidários no são joão? Distribuir canjica, pamonha e quentão???

imagem tirada daqui
Sem falar que as pessoas piram no consumismo!!!! Piram mesmo!!! Estão com os cartões pendurados, recebem o 13º e fazem mais dívida, não lembram dos impostos que chegam em janeiro e fevereiro e passam  o resto do ano trabalhando e reclamando das dívidas contraídas no final do ano passado, para readquirirem novas dívidas no final deste ano!!!!! 

Na minha infância o natal teve seus lados positivos e negativos. O negativo era que minha mãe nunca montou uma árvore de natal na nossa casa, e eu queria muito!!!! Achava lindo, era encantada por árvores de natal, na verdade ainda sou e quando eu vim morar em Maceió e tive a oportunidade de ter uma árvore na minha casa, saí ao centro comprei uma árvore de 1,50 m, um monte de enfeites, um pisca-pisca, montei a árvore, enfeitei, acendi o pisca-pisca e foi a realização de um sonho aquilo tudo!!!!

Enfim... tirando a árvore de natal que não tinha na minha casa, todo os outros conceitos natalinos que não existiam na minha casa, foram bastante positivos!!!! Meus pais nunca enfatizaram a figura do papai noel, nem de que também eu acordaria no dia 25 de dezembro com um monte de presentes em cima da cama, e sinceramente, isso nunca me fez falta!!!! Eu não sei se eu era uma criança madura demais, ou então meus pais me criaram sem fantasia com essas coisas banais e eu compreendia, ou então os dois.

Eu tenho uma prima que quando era criança, meus tios a fizeram acreditar que papai noel existia, e sempre davam a ela um presente no dia 25, às vezes eu ia passar o natal lá, e o presente do papai noel também vinha pra mim, eu ficava feliz é lógico, que criança não gosta de receber presente, mas eu não entendia porque meus tios mentiam para minha prima? Eu achava feio que eles mentissem pra ela, e dizia para mim mesma: "se painho e mainha dissessem que papai noel existe e eu descobrisse que era mentira, me intrigava deles" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eu nunca aceitei essa mentira dos meus tios, ms também nunca disse a minha prima a verdade, talvez porque eu me beneficiasse com essa mentira também hahahahahahahaha Os meus sobrinhos também foram criados sem acreditar em papai noel, e meu irmão sempre deixou bem claro que os presentes que eram dados por ele vinha do dinheiro que ele recebia depois que trabalhava muito, não sei se isso influenciou negativamente para os meus sobrinhos, mas aparentemente não.

imagem tirada daqui
Pretendo criar Anita nesse sentido, sem acreditar em papai noel. Primeiro porque o natal já deixou de ser a muito tempo um momento cristão e ser um momento onde as pessoas se encontram para trocar presentes, para haver trocar de presentes precisa haver a compra deles e olha aí o capitalismo/ consumismo entrando. A figura do papai noel e sua história foi totalmente desconfigurada pela coca-cola, então papai noel vestido de vermelho que distribui presentes nunca existiu. Eu não quero que Anita ache que por qualquer motivo merece ganhar algo material, prefiro que o natal dela seja reforçado com a ideia de que devemos estar em família, com uma boa saúde, rindo, conversando e sendo felizes por aquele momento, como era o meu natal. Quando dezembro chegava, eu não ficava ansiosa porque ia ganhar presentes, mas porque ia viajar com meus pais, ia encontrar meus familiares, que iriamos ter uma noite de muita alegria e por vezes de muita confusão também, porque família boa é família que ama e briga, e que aquele momento se tornaria mais um daqueles momentos que iríamos lembrar por anos a fio. 

O primeiro natal de Anita foi ano passado, ela tinha 16 dias, nem tinha noção do que estava acontecendo, mas mesmo toda costurada, com dor e os peitos cheios de leite, fiz um jantar e comemoramos o natal: Karl, eu, Anita, minha mãe, minha sogra e meu cunhado, ou seja, um natal em família. Espero que no natal  deste ano possamos viajar como pretendo e como ela vai tá mais sabidinha será mais divertido e assim quero que sejam os natais de Anita, com família reunida e não presentes reunidos.

2 comentários:

Gabi Sombini disse...

Dani gosto muito de ler seu blog, é mais um jeito de ficar um pouquinho menos longe, rs e de trocar com uma mãe que eu admiro e que tem o que falar, sem o blablablá manjado de mães que vem já pré-programadas, embaladas, enfim...
Eu e gabe temos muita discussão (no sentido de debater e defender pontos de vista e não de brigar,rs) sobre o tal papai noel. No nosso caso Gabe sempre teve o NATAL como algo importante na família dele, na minha, mais ou menos, no início foi, durante a infância, mas depois que meus pais se tornaram evangélicos perdeu um tanto deste sentido e virou mais um encontro familiar mesmo e não a comemoração do nascimento de jesus... Já aí temos uma diferença grande na compreensão do Natal, somando ao fato de sermos ateus e contra o consumismo desenfreado (mais eu do que o gabe, neste caso, rs) o tal Natal ainda tá confuso pra gente, vamos comemorar ou não? vamos falar do papai noel para Alice ou não? Atualmente a discussão está, Gabe acha que falar de papai noel e tão saudável quanto conto de fadas, papai do céu ou Sauron (é ele sempre compara a religião com o senhor dos anéis, rs) e de certa forma acho que neste ponto ele tem razão, assim como acreditar em fadas, duendes ou qq outra coisa infantil pode ser saudável nesta fase da infância... do criar, do imaginar, do faz de conta... e tudo pode ser feito de uma maneira mais tranquila, sem a consumismo, com outros valores... mas também me pego com a questão da "mentira" em si... será que é saudável se é uma mentira, mas é os contos infantis, e todo o resto? E se não temos religião e vamos comemorar o natal, porque não comemorar também as demais datas das outras religiões, e ensinar as diferenças culturais de cada uma,bem como, comemorar a primavera e o halloween...
Este ano ela ainda não compreende efetivamente, então foi bem tranquilo, tirou foto com papai noel e tudo, mas não sabe quem é ou porque estava ali... mas fato que ela adorou ver um monte de papais noeis em tanto canto, sempre aponta e diz "papa"... ganhou presentes da família, avós, tias... mas não do papai e da mamãe e nem do papai noel, rs... e com certeza isso eu já tenho definido, presentes podem até rolar, mas serão feitos por nós e não comprados (fato que gabe queria muito dar a ela um ps3 kkk)
Tendo a achar que vamos comemorar de um jeito diferente mas ainda não sei como...
Este ano foi uma tarde relativamente tranquila, em família, e me dediquei quase exclusivamente a ela, enquanto papai jogava ps3 com os outros homens da família, passamos uma tarde ensolarada na piscina (primeira vez que Anita efetivamente entra na piscina e ela amou) com os priminhos e não nos desgrudamos nem um segundo, com certeza estes momentos tornaram este o meu melhor Natal até hoje... e que venham os próximos... e vamos ver o que rola... rsrsrs
bjocas na Anita e um bjão p vc tbm

Danielle disse...

Como falei no post, meus sobrinhos nunca foram de acreditar em papai noel, eles sabiam que não existia, a minha sobrinha mais nova esse ano veio aqui pra casa e perguntou se eu conhecia o papai noel, eu disse que conhecia um que tinha no shopping, aí ela me pediu pra ir vê-lo, ela viu e ficou feliz, aí eu fiquei insistindo pra ela tirar uma foto fomos até pra fila, qdo chegou a vez dela ela não quis, e eu fiquei p. da vida pq a gente perdeu um tempo na fila, mas depois pensei:ela pediu pra ver o papai noel e não pra tirar foto, quem achava legal tirar foto com o papai noel naquele momento foi eu e não ela. Com exemplo exmeplo eu quero mostrar que qdo a fantasia vem da criança e ela pede, mesmo que esse pedido seja implícito, que a gente estimule, acho legal. Mas ficar "forçando uma barra" para que a criança acredite, seja no que for, acho demais sabe? E o chato que eu acho em si, não é nem a figura do papai noel, e que infelizmente as pessoas acoplaram a ele o presente, mas esse presente só virá se a criança for boazinha. E como vc eu vou preferir não comemorar o nascimento de cristo, até pq tenho cá minha dúvidas sobre ele, rsrs, prefiro mesmo que o natal seja visto como uma oportunidade de juntar a família mesmo.

p.s. Gabe é daqueles que dar um presente e depois pede emprestado é? Ele daria um ps3 a Alice e pediria emprestado pra ele jogar hahahahaha

p.s.2e esse ato falho:"primeira vez que Anita efetivamente entra na piscina e ela amou" kkkkkkkkkkkkkk não Anita ainda não entrou em uma piscina hahahahahahahaha