sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pelo direito ao melhor parto!!!! - parte 1

Isso mesmo!!! Que a mulher tenha direito ao parto  que pensa que melhor lhe convém!!!! A medicina é muito abusada!!! Entendo que estamos num sistema de produção ( o capitalismo) em que o lucro é o que vale, ou melhor como diria Karl Marx (o filósofo e não o meu marido): “o que importa é a mais-valia” , mas simplesmente certas coisas não se justificam e não devem ser aceitadas e normais. Ter filho de acordo com a disponibilidade da agenda do médico não é normal, isso é uma agressão ao bebê, ao corpo feminino e a natureza.
A medicina, dentro do sistema que vivemos, inventa, isso mesmo, inventa um monte de mentira para se apropriar do corpo da mulher e do processo fisiológico tão natural e mais antigo que a própria medicina:o parto!!!!!

Essa semana o mamatraca teve com tema o parto, impulsionadas pela polêmica do parto em casa que o fantástico mostrou, e pela retaliação que o médico que é a favor do parto domiciliar sofreu pelo conselho de medicina do seu estado.  Junto com o tema veio o subtema das violências que as mulheres sofrem durante o parto e até antes mesmo, e muitas mulheres através de seus blogs e comentários no mamatraca contaram suas experiências, muitas vezes uma mais assustadora do que a outra.
Enfim... pensando no meu parto e refletindo sobre ele, percebo que sofri violência e desrespeito desde a primeira consulta com a primeira GO (gineco-obstetrícia) que procurei, até a hora em que eu saí do hospital.

A primeira GO que eu procurei ficou indignada pq o meu parto provavelmente seria em novembro e em novembro teria o congresso brasileiro de obstétrica – é pra rir, mas eu chorei – depois ficou indignada pq eu estava com quase 3 meses de gestação e não tinha feito nenhum exame – fazer o quê se médico de plano de saúde só tem consulta para 2 ou 3 meses depois do que quando vc precisa – a GO que me acompanhou disse que o bebê nasceria desnutrida pq de um mês para outro eu só tinha engordado 2kg – é pra gargalhar, mas eu chorei que solucei – ela praticamente me descartou quando falei que queria parto normal, disse que quando eu entrasse em trabalho de parto fosse para o hospital e tivesse com o médico plantonista – e eu fiquei calada, tenho raiva de mim até hoje, devia ter xingado ela – o médico que fez uma das últimas ultrassons disse que eu não poderia ter parto normal pq Anita tava com o cordão umbilical no pescoço – mentira!!!! Há possibilidade sim de uma criança nascer de parto normal com o cordão no pescoço, é só o GO fazer a manobra correta na hora do nascimento – tiveram outros desrespeitos, mas me lembro aos poucos.
Durante o parto, mesmo o quarto sendo todo equipado para um parto normal e talvez humanizado, a humanização do meu parto normal passou longe, havia toda uma pressão que Anita nascesse logo, que eu expulsasse logo, mas eu não conseguia fazer a força no lugar correto e só me diziam que eu devia fazer força de cocô – hãn??? Mulher que não tem prisão de ventre não conhece esse tipo de força, como faz??? – eu queria tirar o peste do capote pq estava suando muito - não deixavam - eu pedia água - não me davam-  eu tremia, achavam que era de frio, mas não era, eu ainda tive que explicar para a equipe de profissionais que era comum  a mulher tremer durante o parto normal, eram as emoções junto com a explosão de hormônios - eu tinha lido sobre isso- depois de todo um esforço, Anita já nascendo o médico desistiu, me levou pro centro obstétrico – não tiveram a preocupação nem de me arrumarem para me levar, chamaram o maqueiro ele entrou  na sala e eu estava com uma perna no canto e outra em outro, ou seja, o maqueiro deve ter visto até o meu estômago - minha sogra depois me contou, que a infame da pediatra disse que eu não estava ajudando a fazer Anita nascer - se minha sogra tivesse contado quando eu ainda estava no hospital, teria chamado essa pediatra pra uma conversinha - no centro obstétrico tive que sair da maca para a mesa de cirurgia com a ajuda de uma senhora da enfermagem - isso mesmo, senhora, porque ela já era bem  velhinha e mais ela queria que eu passasse sozinha da maca para a mesa – não deixaram meu esposo entrar com a máquina fotográfica – depois descobri que eles tem medo que aconteça algo na hora da cirurgia e o paciente tenha prova para inceiminá-los - amarraram meus braços– depois descobri que eu poderia não ter sido amarrada – não me avisavam o que estavam fazendo – descobri que Anita tinha nascido quando escutei o choro dela – quem me trouxe ela não aproximou ela de mim – só me mostrou, eu queria ter dado um beijo nela, queria ter cantado, queria que ela sentisse meu cheiro – enquanto os médicos me costuravam falavam da festa de confraternização que a empresa ia promover e como fariam para se livrar dos plantões para irem a festa, quando me levaram para o quarto enfiaram Anita no meu peito pra mamar, eu estava grogue, colocaram meu esposo para segurar Anita e segurar meu peito para ela mamar – meu marido não sabia como fazia, e a mulher da enfermagem  dizia que era obrigação dele saber, ela também não ensinava, detalhe: eu com os peitos de fora no quarto e o padrinho de Anita também estava no quarto, ou seja, privacidade passou longe -  durante a noite no hospital o pessoal da enfermagem só ia na sala para me dar os remédios, teve um momento em que pedi para me ajudar com Anita, pois ela chorava muito e eu não sabia o que fazer, disseram q era assim mesmo e pronto!!!!

continua...

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